SEGURANÇA PRIVADA: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER FEITO NA ENTRADA DE EVENTOS?

SEGURANÇA PRIVADA: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER FEITO NA ENTRADA DE EVENTOS?
A segurança privada exerce um papel fundamental na proteção do público, dos trabalhadores e do patrimônio. No entanto, é importante esclarecer que o vigilante não possui poder de polícia para realizar busca pessoal coercitiva, investigativa ou invasiva.
O Decreto nº 13.012/2026 estabelece que a segurança privada não pode realizar busca pessoal com poder policial, mas autoriza a revista preventiva mediante solicitação e adesão voluntária, inclusive em eventos e locais de grande circulação.

Na entrada de eventos, pode ser realizada uma revista preventiva de segurança, desde que o procedimento seja informado e aceito voluntariamente pela pessoa. Essa inspeção pode incluir a verificação visual do interior de bolsas, mochilas e outros volumes, além da utilização de detectores de metais manuais ou portais.

A segurança privada pode:

🔹 Solicitar que bolsas e mochilas sejam abertas para inspeção visual;
🔹 Orientar a pessoa a passar pelo detector de metais;
🔹 Utilizar equipamentos para identificar armas ou objetos proibidos;
🔹 Controlar o acesso e a permanência de pessoas no evento;
🔹 Negar a entrada de quem não aceitar os procedimentos de segurança estabelecidos.

A pessoa tem o direito de recusar a inspeção. Nesse caso, porém, poderá ser impedida de entrar no evento, desde que a regra seja aplicada de maneira igualitária, respeitosa e sem discriminação.

A segurança privada não pode:

🔸 Forçar alguém a passar pela revista;
🔸 Realizar apalpação íntima ou revista corporal invasiva;
🔸 Usar violência, ameaças ou força física para obrigar a pessoa a colaborar;
🔸 Expor alguém a constrangimento, humilhação ou situação vexatória;
🔸 Agir com grosseria, preconceito ou discriminação;
🔸 Impedir que a pessoa vá embora caso desista de entrar no local.

A revista de segurança deve ser preventiva, profissional e respeitosa. Seu objetivo é impedir a entrada de armas, objetos perigosos ou itens proibidos, garantindo maior proteção para todas as pessoas presentes.

Valorizar a segurança também significa respeitar os limites legais da atuação profissional. O vigilante deve trabalhar com capacitação, equilíbrio e respeito aos direitos de todos.

 Segurança eficiente se faz com prevenção, profissionalismo e respeito!

Foto: Revista Segurança

 

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