Projeto propõe volta da homologação obrigatória nos sindicatos para contratos com mais de um ano

Projeto propõe volta da homologação obrigatória nos sindicatos para contratos com mais de um ano

Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa resgatar a obrigatoriedade da assistência sindical no momento da rescisão do contrato de trabalho. A proposta foca em trabalhadores que possuem pelo menos um ano de registro em carteira, buscando reverter um dos pontos centrais da Reforma Trabalhista de 2017.

O que muda com a proposta?

Desde 2017, a lei permite que a demissão seja formalizada diretamente entre empresa e empregado, sem a necessidade de mediação externa. O novo projeto propõe que, para funcionários com mais de 12 meses de casa, a validade da rescisão dependa novamente da conferência feita pelo sindicato da categoria ou pelo Ministério do Trabalho. Isso para sindicatos que não tem a obrigatoriedade no sindicato firmada em Convenção Coletiva. Já para os trabalhadores representados pelo Sindivigilância, existe a essa obrigatoriedade assegurada pela Convenção Coletiva de Trabalho fechada entre o SESVESP e os sindicatos profissionais no Estado de São Paulo.

Os principais defensores da medida argumentam que a presença do sindicato garante uma camada extra de proteção ao trabalhador. Entre os benefícios citados, estão:

  • Conferência de valores: Garantir que verbas rescisórias, horas extras, férias proporcionais e multas de FGTS sejam pagas corretamente.
  • Esclarecimento de dúvidas: O trabalhador tem acesso a um especialista que pode explicar o que está sendo assinado, evitando renúncias de direitos por desconhecimento.
  • Segurança jurídica: Para as empresas, a homologação reduz o risco de processos trabalhistas futuros, já que as partes concordam com os valores na presença de um mediador.

Para os vigilantes e outras categorias de serviços, essa mudança é vista como um fortalecimento da rede de proteção social. O Sindicato dos Vigilantes tem acompanhado de perto a movimentação em Brasília, reforçando que a fiscalização sindical previne erros comuns que acabam prejudicando o orçamento das famílias dos trabalhadores em um momento de vulnerabilidade, como é o desemprego.

Próximos passos

O projeto segue o rito legislativo, passando por comissões temáticas antes de ser votado no plenário. Caso aprovado, representará um retorno ao modelo que vigorou por décadas no Brasil, priorizando a assistência coletiva sobre o acordo individual.

 

Sindivigilância Sorocaba e Região