Presidente do Sindivigilância de Sorocaba é agredido em Ilha Comprida por segurança clandestino
No sábado (18/4), o presidente do Sindivigilância de Sorocaba e Região, Sergio Ricardo dos Santos, foi vítima de uma agressão brutal e gratuita enquanto visitava a cidade de Ilha Comprida (SP). O episódio, ocorrido durante a Festa do Morango, resultou em graves ferimentos ao dirigente sindical e expôs o perigo da atuação de empresas de segurança clandestinas no estado.
A confusão teve início por um ato de solidariedade que terminou em violência gratuita. Sergio comprou e pagou por um lanche em um dos quiosques do evento para oferecer a um morador em situação de rua, mas, enquanto aguardavam a entrega do pedido, o comerciante agiu com repulsa ao homem. O proprietário do estabelecimento exigiu que o morador de rua se afastasse do local, gerando um desentendimento. Diante da situação, o comerciante acionou um indivíduo que prestava serviços de segurança, resultando em uma agressão injustificada. No meio do conflito, Sergio e o homem acabaram não retirando o lanche que já estava pago, evidenciando o total desrespeito e a falta de humanidade no atendimento.
De forma covarde e sem qualquer mediação, o suposto segurança, que atua em uma empresa clandestina, desferiu um golpe de arte marcial no pescoço de Sergio enquanto este estava de costas. O impacto arremessou o presidente do sindicato ao chão, causando uma queda severa que resultou na fratura de seu tornozelo.
A esposa de Sergio, que presenciou a cena chocada, acionou imediatamente a Polícia Militar. No entanto, segundo os relatos, os agentes não conduziram o agressor à delegacia e sequer o repreenderam pela violência cometida. Mesmo ferido, Sergio precisou se deslocar por conta própria até a delegacia de Ilha Comprida para registrar o Boletim de Ocorrência (BO), e recebeu apenas um atendimento médico superficial na cidade.
Ao retornar para Sorocaba, horas depois, Sergio buscou atendimento especializado em um hospital local. Exames confirmaram a gravidade da lesão, e o tornozelo foi imobilizado com gesso. Nos próximos dias, ele passará por uma reavaliação médica para determinar a necessidade de uma intervenção cirúrgica.
O presidente do Sindivigilância, que já havia se identificado como representante da categoria no momento do ataque, destacou que o ocorrido é um reflexo direto do despreparo de profissionais não qualificados.
“Foi uma ação covarde que poderá ter consequências sérias para minha saúde, mas também para o município e o estado. Estou tomando todas as medidas judiciais cabíveis. Uma pessoa dessa não pode trabalhar em sociedade; é um perigo para os turistas”, desabafou Sergio.
Através de investigações próprias em redes sociais, Sergio já identificou o agressor, constatando que o indivíduo possui um extenso histórico nada recomendável, com diversos registros na Justiça.
O Sindivigilância reforça o alerta para que organizadores de eventos e empresas contratem apenas serviços de segurança regulares. Profissionais devidamente treinados e registrados são preparados para lidar com o público e resolver conflitos de forma humana e técnica, respeitando a dignidade de todos. O caso agora segue para as esferas judiciais, onde se busca a punição rigorosa do agressor e a responsabilização dos envolvidos.